Cobre corrige na China enquanto sucata de alumínio mantém suporte desigual
Resumo executivo
A praça chinesa virou para baixo no cobre, enquanto a sucata de alumínio registrou estabilidade com altas seletivas.
Em 15 de setembro, a correção alcançou as principais referências de sucata de cobre em Shanghai e Guangdong, invertendo o ambiente de valorização que vinha sustentando a comercialização do metal reciclado. O movimento também atingiu o latão, sinalizando uma pressão mais ampla sobre a família de cobre e suas ligas.
No alumínio, Shanghai permaneceu mais firme, mas sem direção uniforme entre os tipos de sucata. A divergência exige formação de preço separada: o recuo do cobre muda o risco de reposição de imediato, enquanto o alumínio preserva apoio apenas em determinadas categorias.
Cobre chinês perde força
A queda próxima de US$ 92/t nas principais sucatas de cobre muda a referência física de Shanghai e Guangdong.
Millberry em Shanghai recuou US$ 91,87/t, para US$ 13.656,37/t, e o material 1# com cerca de 98% de cobre caiu US$ 91,84/t, para US$ 13.507,69/t. Em Guangdong, o cobre triturado de 89% a 90% de teor caiu US$ 91,71/t, para US$ 12.823,75/t, todos em 15 de setembro.
O latão secundário também perdeu US$ 46,13/t, para US$ 7.842,93/t. A amplitude e a simultaneidade das quedas sugerem ajuste da referência do cobre, e não apenas uma alteração de prêmio de uma qualidade específica.
Para comerciantes e processadores, a baixa reduz o poder de sustentação das ofertas de sucata e eleva o risco de reposição de estoques comprados na alta. O próximo sinal relevante é se compradores físicos voltam ao mercado nesses novos níveis ou se a correção reduz também o ritmo de negociação.
Alumínio avança de forma seletiva
Tense e Toto subiram em Shanghai, mas Taldon ficou praticamente estável, sem uma alta generalizada.
Tense avançou US$ 6,87/t, para US$ 2.929,02/t, e Toto ganhou US$ 6,85/t, para US$ 3.051,68/t, em Shanghai no dia 15 de setembro. Já Taldon recuou US$ 0,51/t, para US$ 2.646,53/t.
A movimentação preserva uma referência mais sustentada para parte da sucata de alumínio, mas a diferença entre as categorias impede tratá-la como valorização homogênea do mercado. Para quem processa, o tipo de material disponível passa a importar mais na defesa da margem do que a direção média da praça.
O que isso significa para o mercado brasileiro?
A correção chinesa do cobre pede cautela na reposição, enquanto o alumínio não oferece uma referência externa única.
Para vendedores e exportadores brasileiros de cobre reciclado, a queda chinesa enfraquece a âncora externa que vinha favorecendo ofertas mais firmes; compradores devem separar a desvalorização da referência da eventual disponibilidade física local antes de ajustar preços.
No alumínio, a alta seletiva em Shanghai não sustenta extrapolação para todos os materiais nem para prêmios no Brasil. Sem dados de câmbio, frete, fluxo comercial ou preços domésticos, as evidências não permitem medir o efeito imediato sobre exportações ou compra pelas fundições brasileiras.