Sinais de demanda se dividem entre cautela chinesa, aço restrito e nova capacidade

Prêmios do cobre recuam na China

As referências físicas do cobre perderam força, embora a SMM veja espaço para estabilização.

Em 13 de outubro, o prêmio médio do cobre catodo #1 em Xangai caiu 140 yuan/mt ante o pregão anterior, para 20 yuan/mt. Em Guangdong, as referências de diferentes qualidades também recuaram 100 yuan/mt.

Prêmio é o valor pago acima do contrato futuro pela entrega física. A queda indica menor disposição de compradores a pagar esse adicional; a avaliação da SMM é que a retenção de vendas pode limitar novas perdas. O movimento é de catodo e não confirma, por si só, uma mudança equivalente nas cotações de sucata.

Alumínio chinês perde fôlego

Compras cautelosas e demanda abaixo do esperado acompanham a queda do contrato doméstico.

O contrato de alumínio SHFE 2611 fechou a 23.490 yuan/mt, recuo de 95 yuan/mt frente ao settlement anterior; o alumínio LME de três meses ficou quase estável, com alta de 0,03%, a US$ 3.048,00/mt. A SMM relata que a demanda da temporada de pico ficou aquém das expectativas e que compradores downstream passaram a agir com mais cautela.

A divergência entre a referência chinesa e a LME, somada à menor urgência de compra, limita a capacidade de vendedores de sustentar preços no mercado local. O dado não equivale a uma cotação de sucata, mas sinaliza um ambiente menos favorável para repasses no alumínio.

Usinas dos EUA ganham força nas negociações

A oferta restrita de aço plano favorece as siderúrgicas nas conversas sobre contratos de 2027.

Segundo a Argus, usinas norte-americanas estão usando a oferta extremamente apertada de aço plano para buscar termos mais favoráveis nos contratos do próximo ano.

O relato aponta mudança de poder de negociação entre siderúrgicas e clientes de aço, mas não informa preços nem alterações nas compras de sucata. Para fornecedores de matéria-prima, o sinal a acompanhar é se a restrição de oferta se traduzirá em maior atividade das usinas.

Orbit investe em reciclagem e laminação na Jordânia

O projeto de US$ 200 milhões combina reciclagem de alumínio com nova capacidade de produtos laminados.

A Orbit Aluminum Industries anunciou investimento de US$ 200 milhões em operações em dois locais industriais na Jordânia, incluindo reciclagem de sucata, fundição de placas e expansão de laminação e revestimento. O projeto prevê capacidade de 60.000 mt/ano de bobinas laminadas a quente e a frio e 30.000 mt/ano de bobinas revestidas.

A capacidade específica de reciclagem e o cronograma de entrada em operação não foram informados. A expansão pode criar demanda regional por sucata quando avançar, mas ainda não permite estimar volumes nem impacto sobre a disponibilidade exportável.

Produção e vendas de aço recuam na Ucrânia

A atividade siderúrgica ucraniana encolheu nos nove primeiros meses de 2026.

De janeiro a setembro, a Ucrânia produziu 3,73 milhões de mt de aço, ante 4,84 milhões de mt no mesmo período de 2025. As exportações caíram 22,0% e as vendas domésticas, 24,6% em base anual.

A retração reduz o volume de aço disponível para os mercados interno e externo e é compatível com menor atividade das usinas. O dado não detalha compras de sucata; fornecedores locais não devem presumir uma queda proporcional sem informações específicas de aquisição.

Vietnã revisa medidas sobre aço chinês

Uma nova revisão antidumping abre incerteza para o comércio de perfis H chineses no Vietnã.

O Ministério da Indústria e Comércio vietnamita iniciou a quarta revisão intermediária das medidas antidumping aplicadas a determinados produtos de aço H originários da China, após solicitação da produtora local Posco Yamato Vina Steel.

A abertura da revisão não altera, por si só, as medidas vigentes. Importadores e fornecedores devem acompanhar o processo: eventual mudança nas condições de entrada pode redirecionar negócios de aço, mas ainda não há decisão ou efeito comercial confirmado.

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