Sucata ferrosa marítima ganha força: Turquia volta às compras e benchmark sobe 6% no mês

Resumo executivo

Benchmark internacional de sucata ferrosa sobe 6,32% no mês, a US$ 403,50/t; demanda importadora turca retorna e fornecedores elevam alvos de preço. A força agora vem da Turquia, enquanto a Ásia importadora segue fraca.

Fato reportado: o benchmark internacional de sucata ferrosa alcançou US$ 403,50/t em 7 de setembro de 2026, alta de 6,32% em um mês e de 17,47% em doze meses (Trading Economics, evidência atual). Na Turquia, a demanda importadora voltou no início de setembro e os fornecedores elevaram seus alvos de preço (Kallanish, 9 de setembro de 2026).

Leitura de mercado: depois de semanas em que o tom baixista vinha da Ásia importadora — Coreia do Sul fora do spot, Índia com importação 20% menor —, a força passou a vir da Turquia, principal termômetro da sucata marítima. Corroboração sem data confirmada nas evidências: a Argus estima que as exportações de sucata dos EUA caiam 15% em 2026, para 11,7 Mt, o menor volume desde 2016, com as usinas protegidas por tarifa absorvendo a sucata doméstica e pagando mais que o mercado externo.

Direção — sucata ferrosa marítima: Alta. Demanda importadora asiática de sucata: Baixa (sem mudança).

Turquia puxa alta da sucata ferrosa

Benchmark de sucata avança 6,32% no mês, a US$ 403,50/t; demanda turca retorna no início de setembro e fornecedores elevam alvos de preço. Menor oferta de exportação dos EUA reforça o movimento.

Fato reportado: a Trading Economics (evidência atual) registrou a sucata a US$ 403,50/t em 7 de setembro de 2026, com avanço de 0,37% no dia, 6,32% no mês e 17,47% em doze meses. A Kallanish (9 de setembro de 2026) relata retorno da demanda importadora turca no início de setembro e fornecedores elevando alvos de preço. A projeção de médio prazo da S&P Global/Platts aponta média de US$ 376/t para a sucata turca no conjunto de 2026 (evidência parcial, sem data-base do ciclo).

As evidências não trazem preços de negócios fechados neste ciclo, tampouco grades (HMS 1/2), tonelagens ou origem dos carregamentos.

Leitura de mercado: a virada de preço tem origem na Turquia, não na Ásia importadora, que segue fraca. A menor oferta de exportação dos EUA reforça o movimento — pela estimativa da Argus (sem data confirmada), as exportações americanas recuariam ao menor nível em uma década porque as aciarias domésticas, protegidas por tarifa, superam o mercado externo na disputa pela sucata.

Cenário e risco: o dado de preço é um índice, não uma cesta de negócios fechados, e a projeção de US$ 376/t está abaixo do nível atual, o que sugere expectativa de recuo à frente. A fraqueza persistente da construção na Coreia do Sul e o recuo estrutural da Índia podem limitar o alcance da alta.

O que isso significa para o mercado brasileiro?

Mercado marítimo em alta e menos concorrência da sucata americana no exterior ampliam a janela do exportador brasileiro e tendem a sustentar o piso doméstico; comprador enfrenta risco de reposição mais cara.

As conclusões apoiam-se em uma evidência atual de preço e uma de demanda turca; a leitura sobre os EUA vem de evidência sem data confirmada e vale como corroboração.

Para quem exporta: mercado marítimo em alta e menos concorrência da sucata americana no exterior ampliam a janela do exportador brasileiro, sobretudo rumo à Ásia e por meio de referências internacionais mais firmes. Não há dados de frete Brasil–Ásia nem de câmbio neste ciclo para dimensionar a competitividade.

Para quem vende no mercado interno: referência internacional em alta tende a sustentar o piso doméstico e a recompor o prêmio de exportação, revertendo parte da pressão baixista das últimas semanas.

Para quem compra — siderúrgicas e fundições: cresce o risco de reposição mais cara; se a firmeza turca persistir, os bids domésticos tendem a subir. Vale acompanhar a troca de comando na CSN, com Benjamin Steinbruch assumindo a presidência do conselho e um ex-executivo da Vale como CEO em setembro de 2026, além do plano da companhia de elevar a capacidade de 3,8 para 5 Mt/ano (R$ 7,9 bilhões entre 2023 e 2028, sem data-base confirmada): mais capacidade siderúrgica instalada no Brasil pressiona a demanda futura por metálicos.

Para quem processa: o spread de exportação melhora com a alta internacional, mas a margem depende do repasse ao custo de originação da sucata.

Catalisadores a monitorar: a próxima leva de compras da Turquia e os primeiros preços de HMS fechados; a negociação mensal das aciarias dos EUA; a confirmação dos números de exportação de sucata dos EUA em 2026.

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